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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fim de uma era: rede social redistribui poder no relacionamento cliente/empresa

Desde meados dos anos 80 as empresas afirmam que o cliente é o centro, o objetivo e a origem de todas as suas ações. Dentro deste contexto, a área de comunicação e marketing dessas mesmas empresas trabalha para construir mensagens e ações que mostrem esse compromisso para o mercado e para esta figura essencial, o cliente. Faltava, entretanto, um lado desta equação: a palavra do consumidor final. No contexto original, o cliente era uma figura passiva, que recebia a ação e a oferta da empresa fornecedora de produtos e serviços. Essa era acabou.

Com a entrada em cena das redes sociais (Facebook, Linkedin, Orkut, Twitter, etc.), o consumidor encontrou uma voz e um espaço para difundir esta voz. O Facebook, por exemplo, é a rede social que mais avança no mundo. No Brasil, cresceu 11% entre 2010 e 2011, conquistando 1.900.000 usuários. No total, esta rede conta com 800 milhões de usuários (enquanto você lê este artigo, este número já mudou). O Twitter, por seu lado, é outra verdadeira febre. O Orkut conta com 69 milhões de usuários – 50% deles, no Brasil. O Youtube, antes com acesso limitado por problemas de oferta de banda larga, é cada vez mais parte do cotidiano das pessoas e empresas brasileiras. Todos esses canais são, ainda, muito mais usados para contato entre amigos e diversão do que para trocas profissionais. Mas isto está mudando. Uma das redes sociais mais valorizadas, o Linkedin, já está disponível em português e é a grande base de dados de profissionais, currículos e recomendações do mercado corporativo. Como não poderia deixar de ser, o Google está se movimentando para ocupar espaço neste mercado – recém-lançado, o Google + já está sendo avaliado por milhares de empresas.

A Internet 2.0 é quente e dinâmica; as pessoas curtem ou não curtem, seguem ou não seguem outras pessoas, empresas, grupos de discussão, e opinam com a velocidade da informação. Isso é um tesouro para as corporações. As redes sociais são o canal por excelência de trocas passionais, com alto comprometimento e valor, entre pessoas e entre pessoas e empresas (e vice-versa). Espaços como o Facebook e o Twitter dão ao consumidor a possibilidade de se manifestar; da mesma forma, esses portais entregam às empresas a perfeita oportunidade de ter uma relação pessoal e customizada com seus consumidores.

Consumidor é protagonista da ação

Se algumas empresas ainda hesitam sobre investir ou não em serviços e soluções de monitoração de redes sociais, além de novos programas de comunicação com o consumidor, o mesmo não acontece com o cliente final. Sem passar pelo Contact center de nenhuma empresa, sem ter de ir ao balcão da loja onde comprou o produto, o consumidor encontra meios de divulgar instantaneamente sua satisfação ou sua frustração com a qualidade de serviços e produtos que está recebendo. Esta revolução – única palavra capaz de dimensionar o momento histórico que o mercado vive – marca uma profunda mudança neste jogo de poder. Agora, mais do que objeto das ações das empresas, o consumidor é protagonista de sua própria experiência de consumo, autor (e difusor) de sua própria mensagem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

5 dicas para fazer o seu negócio bombar na web

As redes sociais, inicialmente utilizadas apenas por usuários e voltadas para o entretenimento ou discussões, atualmente são ferramentas fundamentais para o empresário que quer dar visibilidade e fazer com que seu negócio cresça. É nas redes que uma empresa interage com o consumidor rapidamente, "ouvindo" elogios ou queixas em primeira mão e, assim, adquirindo parâmetros para melhorar ou manter o padrão de um produto.

Por isso mesmo, as redes sociais são um meio muito mais eficiente que os velhos "Fale conosco", que não acompanham a rapidez das informações e das interações na internet. Assim, muitas empresas já passam a utilizar as redes, fato que há algum tempo deixou de ser tendência. "As redes são um veículo poderosíssimo de comunicação das empresas. O consumidor tem nas redes a forma mais rápida para se comunicar", diz Ivan Martinho, diretor da Bookstore Media.

A troca entre consumidor e empresa se tornou muito mais satisfatória e dinâmica para ambos e esse é um dos motivos para os empresários investirem fortemente nestas mídias, que são várias. Apesar disso, não é escolhendo aletoriamente as redes em que vai se atuar que se consegue bons retornos. É preciso conhecer o universo de cada empresa, gestor e público alvo, o que é uma premissa para o desenvolvimento de projetos para redes sociais, de acordo com Marcelo Abdo, CEO da agênciapic. "Não adianta oferecer uma determinada rede a uma empresa, sem antes entender qual é o seu público, onde este público está e o que ele quer consumir", afirmou.

Uma boa estratégia de marketing em plataformas como Facebook e Twitter gera ainda mais oportunidades para empresas (Imagem: Thinkstock)