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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Steve Jobs, Gary Hamel e Tom Peters têm algo em comum

Um grande amigo cético leu um recente artigo meu sobre a metodologia do design thinking. Seu comentário foi curto e prático. Ele havia gostado da introdução, mas achava que os argumentos sobre a eficácia da metodologia ainda eram vagos.

- Diga, honestamente, por que eu deveria empregar meu bem mais valioso, o meu tempo, para prestar atenção nesse assunto? O que eu ganho com isso?

Meu primeiro impulso foi dizer o que eu digo para meus clientes:

- Vamos fazer uma prototipagem e você verá os resultados na realidade. Mas mudei de abordagem. Perguntei se ele gostaria de saber a opinião do pensador de negócios mais influente do mundo, segundo o Wall Street Journal, e "principal especialista do mundo em estratégia de negócios", segundo a revista Fortune.

O argumento teve algum efeito e conquistei sua atenção curiosa. Normalmente, as pessoas escutam o que Gary Hamel tem a dizer. Na verdade, as pessoas pagam para escutar seus pensamentos. Hamel vem sendo um consultor, além de autor de livros e artigos de negócios, muito bem sucedido. Seus artigos na Harvard Business Review são os mais solicitados para reimpressão da história da revista. Seu penúltimo livro "O Futuro da Administração", de 2007, foi selecionado pela Amazon.com como o melhor livro de negócios do ano.

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Existe exemplo maior de sucesso pelo design? (Imagem: José Maia/Revista Administradores)


Quando eu informei ao meu amigo que Hamel havia lançado um livro em 2012 que abordava o design thinking, ganhei seu interesse. O livro se chama "O que importa agora" e já tem uma versão em português, editada pela Campus. Nele, Hamel investiga as causas dos recentes traumas da economia e argumenta sobre as questões fundamentais, de vida ou morte, que determinarão se as organizações florescerão ou morrerão nos próximos anos. Para Hamel, "cinco questões são fundamentais: valores, inovação, adaptabilidade, paixão e ideologia."