Um grande amigo cético leu um recente artigo meu sobre a metodologia do
design thinking. Seu comentário foi curto e prático. Ele havia gostado
da introdução, mas achava que os argumentos sobre a eficácia da
metodologia ainda eram vagos.
- Diga, honestamente, por que eu deveria empregar meu bem mais
valioso, o meu tempo, para prestar atenção nesse assunto? O que eu ganho
com isso?
Meu primeiro impulso foi dizer o que eu digo para meus clientes:
- Vamos fazer uma prototipagem e você verá os resultados na
realidade. Mas mudei de abordagem. Perguntei se ele gostaria de saber a
opinião do pensador de negócios mais influente do mundo, segundo o Wall
Street Journal, e "principal especialista do mundo em estratégia de
negócios", segundo a revista Fortune.
O argumento teve algum efeito e conquistei sua atenção curiosa.
Normalmente, as pessoas escutam o que Gary Hamel tem a dizer. Na
verdade, as pessoas pagam para escutar seus pensamentos. Hamel vem sendo
um consultor, além de autor de livros e artigos de negócios, muito bem
sucedido. Seus artigos na Harvard Business Review são os mais
solicitados para reimpressão da história da revista. Seu penúltimo livro
"O Futuro da Administração", de 2007, foi selecionado pela Amazon.com
como o melhor livro de negócios do ano.
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| Existe exemplo maior de sucesso pelo design? (Imagem: José Maia/Revista Administradores) |
Quando eu informei ao meu amigo que Hamel havia lançado um livro
em 2012 que abordava o design thinking, ganhei seu interesse. O livro se
chama "O que importa agora" e já tem uma versão em português, editada
pela Campus. Nele, Hamel investiga as causas dos recentes traumas da
economia e argumenta sobre as questões fundamentais, de vida ou morte,
que determinarão se as organizações florescerão ou morrerão nos próximos
anos. Para Hamel, "cinco questões são fundamentais: valores, inovação,
adaptabilidade, paixão e ideologia."