Jogos, diversão, compromissos e empresas são vocábulos vistos por muitos como distantes – e até opostos entre si. Pois é exatamente esse casamento que propõe a BankRisk Academy, empresa que fornece soluções globais de games e simulações de negócios voltada para o treinamento de executivos e aprendizado acadêmico e empresarial.
A empresa já atuava desde 2002 junto a certificações profissionais no mercado financeiro, mas foi em 2005 que voltou sua atuação com business games e simulações com projetos em escolas de negócios, instituições financeiras, universidades e outras corporações. A ideia é mudar o paradigma de treinamento e capacitação, proporcionando um modelo mais atrativo e interativo de comunicação entre as equipes, através de jogos e simulações.
Hoje, a BR Academy é uma das poucas empresas que atua especificamente nesse nicho de atividade, já que a maioria das organizações que proporcionam essas soluções hoje no Brasil é desenvolvedora de softwares diversos e conta, em seu portfólio, com uma ou outra possibilidade nesse segmento.
Profissional
Trabalhar com um mercado tão específico, no entanto, requer algumas peculiaridades. “O profissional que atua com o treinamento e capacitação em business game precisa entender um pouco de todo sistema das empresas, e estar preparado para o imprevisto, afinal trata-se de um jogo, que conta com diversas variáveis”, analisa o diretor-presidente da BR Academy, Antonio Dirceu de Miranda.
Segundo Miranda, para atuar na capacitação em jogos empresariais, é necessário ter uma boa bagagem em finanças e sensibilidade para relacionamento – já que quem atua junto a esse negócio terá a incumbência de fazer treinamentos e comunicação com equipes. Atualmente, conta o empresário, a BR Academy precisa treinar suas equipes, já que o mercado de games para empresas ainda é bastante restrito no Brasil.
Hoje, a empresa tem um staff fixo de dez pessoas entre sócios e funcionários, e quase todas as funções são terceirizadas. A BR Academy conta ainda com um grupo de consultores, que são contatados à medida que novos projetos são desenvolvidos. "Claro que, à medida que as ideias forem ganhando mais mercado, pretendemos ampliar a equipe fixa", conta Miranda.
Essa equipe atua, sobretudo, no treinamento, orientação e solução de problemas na aplicação dos jogos dentro das corporações. A empresa não cria os softwares, apenas os adapta de outros países. Segundo o executivo, o Brasil ainda não conta com estrutura física e pessoal para desenvolver os jogos de gestão e empresas. “Seria como reinventar a roda”, avalia Miranda. “É muito difícil competir com Índia na programação e, se a gente vai competir com os Estados Unidos e a Europa na concepção, sairemos em desvantagem. Ainda vejo como vantagem trabalharmos com as adaptações desses games para a realidade brasileira”, explica o profissional.
Segundo Miranda, as ferramentas inovadoras em educação, capacitação e treinamento são boas opções para os profissionais ligados à gestão de pessoas e tendem a se popularizar. “Em um business game, conhecemos a pessoa na sua essência, as pessoas praticamente se transportam para realidade do jogo. Costumo brincar que eventualmente você conhece melhor o perfil de um profissional em duas horas de game do que em um ano de convivência”, diz Miranda.