quarta-feira, 27 de abril de 2011

Games corporativos podem ser boas soluções para profissionais e empresas

Jogos, diversão, compromissos e empresas são vocábulos vistos por muitos como distantes – e até opostos entre si. Pois é exatamente esse casamento que propõe a BankRisk Academy, empresa que fornece soluções globais de games e simulações de negócios voltada para o treinamento de executivos e aprendizado acadêmico e empresarial.

 A empresa já atuava desde 2002 junto a certificações profissionais no mercado financeiro, mas foi em 2005 que voltou sua atuação com business games e simulações com projetos em escolas de negócios, instituições financeiras, universidades e outras corporações. A ideia é mudar o paradigma de treinamento e capacitação, proporcionando um modelo mais atrativo e interativo de comunicação entre as equipes, através de jogos e simulações. 

 Hoje, a BR Academy é uma das poucas empresas que atua especificamente nesse nicho de atividade, já que a maioria das organizações que proporcionam essas soluções hoje no Brasil é desenvolvedora de softwares diversos e conta, em seu portfólio, com uma ou outra possibilidade nesse segmento. 

Profissional

Trabalhar com um mercado tão específico, no entanto, requer algumas peculiaridades. “O profissional que atua com o treinamento e capacitação em business game precisa entender um pouco de todo sistema das empresas, e estar preparado para o imprevisto, afinal trata-se de um jogo, que conta com diversas variáveis”, analisa o diretor-presidente da BR Academy, Antonio Dirceu de Miranda.

 Segundo Miranda, para atuar na capacitação em jogos empresariais, é necessário ter uma boa bagagem em finanças e sensibilidade para relacionamento – já que quem atua junto a esse negócio terá a incumbência de fazer treinamentos e comunicação com equipes. Atualmente, conta o empresário, a BR Academy precisa treinar suas equipes, já que o mercado de games para empresas ainda é bastante restrito no Brasil.

 Hoje, a empresa tem um staff fixo de dez pessoas entre sócios e funcionários, e quase todas as funções são terceirizadas. A BR Academy conta ainda com um grupo de consultores, que são contatados à medida que novos projetos são desenvolvidos. "Claro que, à medida que as ideias forem ganhando mais mercado, pretendemos ampliar a equipe fixa", conta Miranda.

 Essa equipe atua, sobretudo, no treinamento, orientação e solução de problemas na aplicação dos jogos dentro das corporações. A empresa não cria os softwares, apenas os adapta de outros países. Segundo o executivo, o Brasil ainda não conta com estrutura física e pessoal para desenvolver os jogos de gestão e empresas. “Seria como reinventar a roda”, avalia Miranda. “É muito difícil competir com Índia na programação e, se a gente vai competir com os Estados Unidos e a Europa na concepção, sairemos em desvantagem. Ainda vejo como vantagem trabalharmos com as adaptações desses games para a realidade brasileira”, explica o profissional.

Segundo Miranda, as ferramentas inovadoras em educação, capacitação e treinamento são boas opções para os profissionais ligados à gestão de pessoas e tendem a se popularizar. “Em um business game, conhecemos a pessoa na sua essência, as pessoas praticamente se transportam para realidade do jogo. Costumo brincar que eventualmente você conhece melhor o perfil de um profissional em duas horas de game do que em um ano de convivência”, diz Miranda.


Empresa

A BR Academy trabalha com dois grupos de soluções, de acordo com a mídia. Os boardgames (ou jogos de tabuleiro) e os business game com plataforma digital. Os primeiros, segundo Miranda, são mais recomendados para treinamentos curtos, de um ou dois dias.

 Para formatar um modelo que atendesse às necessidades das empresas brasileiras, Miranda viajou para conhecer a realidade dos jogos voltados para empresa no exterior. “Visitei Europa, China e Índia, por exemplo, para ver como escolas e universidades estavam utilizando essa tecnologia. Também conheci empresas e potenciais parceiros”, conta.

 Miranda diz que a mentalidade do “Problem Based Learning” (ou aprendizagem baseada em problemas), que prega que as melhores condições de aprendizado estão na simulação de problemas práticos - criando um contexto que inspire executivos a aprenderem e lidarem com dificuldades - é uma tendência mundial. “Nossos modelos de educação [no Brasil], sejam na universidade ou na empresa, ainda são muito baseados na exposição de conhecimentos, onde o professor ou tutor ministra e o aluno anota. Os sistemas mais interativos estão sendo cada vez mais adotados no exterior”, conta.

A BR Academy já aplicou cerca de 70 projetos para bancos, empresas, universidades e outras corporações. Um dos desafios da empresa é criar modelos que sejam eficientes, práticos e que não tenham custo muito elevado. “O treinamento deve trazer resultados imediatos para a empresa. O profissional deve sair do jogo, da capacitação, e saber aplicar o conhecimento ou habilidade desenvolvida no seu cotidiano”, explica o diretor da BR Academy.

 Um dos projetos ofertados para as empresas é o “Apollo 13”. Por meio dessa solução, os executivos vivenciam situações reais enfrentadas pelos integrantes da missão espacial, ocupando papéis exercidos pela equipe de controle das operações, que deverá desenvolver seus processos para cumprir a meta de salvar os astronautas.

 Outra solução disponível é o “The Challenge of Egypt”, uma oficina com foco em gerenciamento de projetos. Nesta simulação, os executivos “vão” ao Egito Antigo e organizam a construção da famosa pirâmide de Quéops. A proposta é desenvolver habilidade para o trabalho em equipe e lidar com situações de restrições de tempo, custo e escopo.

Futuro

Embora atue em grandes empresas, a grande aposta para o futuro da BR Academy é oferecer sistemas de capacitações em grandes universidades. “Você muda a história de um curso, uma disciplina, a partir da perspectiva de um business game. Imagino replicar um modelo como esse entre dezenas de milhares de alunos. Esse é o caminho natural para a aceitação cada vez maior dessa prática nas empresas”, comenta Miranda.

 Prova do filão enxergado pela empresa na educação superior é que muitos projetos estão sendo apresentados de forma gratuita em grandes universidades. “Em algumas instituições fazemos uma demonstração sem cobrar por até um semestre, para que possamos construir a cultura de inserir os games corporativos na realidade diária”, conta Miranda.

Temos como intuito postar notícias relevantes que foram divulgadas pela mídia e são de interesse do curso abordado neste blog. E por isso esta matéria foi retirada na íntegra da fonte acima citada, portanto, pertencem a ela todos os créditos autorais.

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